
Foi no dia 18 de marco de 2004 que eu conheci aquela que veio se tornar uma das partes mais importantes do meu coracao. Na ocasiao, eu jamais poderia imaginar que aquela menina desengoncada, do cabelo de miojo, que nao tinha uma cor definida (era meio vermelho, meio louro, meio castanho), que usava um macacaozinho maroto da Colcci, e uma sandália plataforma rosa, que me dava medo, mais tarde viraria minha irmã. Aquela manha era o nosso primeiro dia de aula na UnB. Acho que a turma inteira, recém saída do segundo grau, estava meio perdida no meio daquele campus imenso da universidade, meio deslumbrada com o fato de estar iniciando a vida acadêmica numa Universidade Federal. O clima era de euforia geral. A primeira impressao dela ao meu respeito nao foi a melhor. Ela achava que eu era uma patricinha insuportável, que só sabia reclamar do restaurante universitário e chorar de saudades da Lu (uma das outras partes mais importantes do meu coracao). O tempo e a convivência, entretanto, vieram nos mostrar que nós estávamos completamente enganadas ao nosso próprio respeito.
Foram 4 anos de faculdade. De estranhas, viramos colegas de classe. De colegas de classe, viramos amigas de faculdade. De amigas de faculdade, viramos amigas inseparáveis. De amigas inseparáveis, viramos cunhadas (sim, ela teve a audácia de namorar meu próprio irmao, um minuto de silêncio!!). De cunhadas, voltamos a ser amigas inseparáveis. De amigas inseparáveis, viramos irmãs de alma, e assim vamos ser pelo resto de nossas vidas. Passamos por FHTMs, por introducao a Economia, por Teoria Política Contemporânea, por Estágio I e II, por Educao e Trabalho, por Antropologias (mais um minuto de silêncio!!) por Pesquisas, por Monografias, Conferências, Congressos, por Patrícias, por Marcos, por Bahianas, por Alexandres, por Mários, por Terrys, e por tantos outros, sempre uma com a ajuda incondicional uma da outra. Foram tantos cochilinhos na biblioteca, tantos cachorros-quentes de calabreza no mortinha, tantas caronas, tantas lazanhas no PAT, tantos picolés de chocolate na FT.
A UnB nos fez morrer de rir: com os concursos do pé-sujo, com todos os minutos de silêncio e rankings. Nos fez chorar: nas vésperas de prova, com os projetos de estágio, com a confecao e apresentacao da monografia. Nos fez sentir medo: de um maníaco que tacou a lixeira na parede, do laboratório de anatomia que o Alexandre nos fez conhecer. Nos fez sentir raiva: com as greves fora de hora e com a picaretagem dos professores. Nos capacitou: nos tornou pessoas mais críticas e comprometidas com a promocao da justica social. Acima de tudo, a UnB me deu muito mais que uma profissao, ela me deu uma família e com ela uma irmazinha que me ensinou tanto, que me ensinou a encarar as coisas de uma forma mais leve, que sempre me apoiou em todas as minhas decisoes, que sempre acreditou no meu relacionamento com Dani, mesmo quando todos acharam que nao daria certo, que foi o meu grupo de pesquisa na confeccao da minha monografia, que foi minha motorista, meu banco do Brasil, ajudante oficial na preparacao de festinhas e uma infinidade de coisas que sao impossíveis de ser resumidas em um texto.
Fora da UnB foram muitas viagens: Caldas Novas, Pirinópolis, Copacabana, São Goncalo, Cabo Frio, Belo Horizonte, Cordisburgo, Porto Seguro, Arraial da Juda, Trancoso, Fortaleza, Aracati, Canoa Quebrada, Majorlândia, Grossos (mais um minuto de silêncio), Salvador, Ilha de Itaparica, Guarajuba, Gotemburgo, Roma e Vaticano. Eita amizade viajada!! Foram tantas compras,tantos sapatos, sandálias, rasteiras, biquines, casacos, vestidos divide em 5 X, funks, filmes, cinemas, fofocas, Mc Donalds, tpms, pitís (sempre da parte da Doninha, claro!!), carnavais (que a gnt nem sabia que era carnaval), festas que nós organizamos, brigadeiros, chocolates, natura, maquiagens, lágrimas pelos nossos brus, decepcoes amorosas (mais um minuto de silêncio!!), formatura, baile, trocas de famílias, trocas de afilhados, trocas de amigos, casamento da Dolci…nós temos uma colecao infinita e particular de momentos, experiências e lembrancas inesquecíveis que marcaram a nossa história e que eu vou guardar sempre na minha memória e no meu coracao.
Doninha, muito muito muito muito obrigada pela sua visita. Esses três meses foram maravilhosos. Você nao faz idéia de como a sua presenca aqui foi fundamental pra minha adaptacao, pra que eu me sentisse mais em casa, pra que eu tivesse companhia. Pra mim e o pro Dani foi um enorme prazer ter recebido você na nossa casa. A vida as vezes é dura conosco e infelizmente esse é o momento que nós temos que cortar o cordao umbilical e seguir os nossos caminhos. Estou sofrendo muito, meu coracaozinho tá chorando, tá sofrendo, mas eu tenho certeza absoluta que essa separacao é só física que nossa amizade vai continuar mesmo com uma distância de mais de 10.000 quilômetros e um oceano no meio. Muito obrigada por ser tao especial, por ter me ensinado tanto, por me conceder a honra de ser sua amiga!! As vezes a gente precisa arriscar pra ter noção do que é capaz,
Por isso va em frente.. não tenha medo de nada… não deixe escapar as oportunidades da vida…Eu sei que vc será mt feliz, e que tudo dará certo! Não tenho a menor duvida disso!
e euuu??? Eu vou estar sempre aqui, te assistindo, te apoiando e te aplaudindo!!
…mesmo que o tempo e a distância digam NAO…a gente é pra sempre!!

em Copacabana!!

em Belo Horizonte!!

em Pirinópolis!!

no Arpuador!!

no Beach Park!!


em Canoa Quebrada!!

No parapente!! O Amarelo era a Ivy e o Vermelho euzinha!!

...em Porto Seguro!!

no Pelourinho!!

...na Suécia!!

...na floresta!!

...andando no lago congelado!!

..na Fontana de Trevi!!
Só quem tem um amigo de verdade consegue entender, que amizade nao tem fronteiras!!
Um abraco cheio de lágrimas da Ju!!
PS: mil perdoes pelos erros de português e de concordância, depois eu venho aqui corrigí-los!!
fevereiro 2, 2009 às 9:27 am |
Ju, eu sempre tenho lido seu blog, mas faz um tempão que não comento!
Admiro bastante sua entrega à família, às amizades, ao amor, a tudo que vc acredita que vale a pena! Imagino que agora vc tá sofrendo mesmo por a Ivy voltar ao Brasil, mas com esse coração imenso, sei que vc supera essa dorzinha e continuará essa investida fantástica de estar na Suécia, lutando por aquilo que ama e acredita!
Tudo o que a gente faz na vida tem consequência e não é difícil perceber que tudo o que vc tem feito ganhará grandes resultados: sua felicidade, sua maior capacitação técnica e profissional, seu grande amor com o Dani!
E tudo isso vem cercado da torcida de todos os seus amigos, familiares e todas as pessoas que passam por este blog e admiram seu crescimento!
Acho que nada do que a gente pode falar consola, mas só repetindo: Vc é uma grande pessoa com um coração gigante e é muito batalhadora e corajosa! As saudades só ajudam a te fortalecer a seguir em frente
Bjokas!
fevereiro 2, 2009 às 2:36 pm |
desculpa…
agora nao da pra te responder a altura…
é tao estranho..
nao consigo… mesmo
desculpa
to ate sem ar do tamanho do nó que ta na minha garganta…
“qualquer dia amigo eu volto, pra te encontrar… qualquer dia amigo a gente vai se encontrar”
fevereiro 3, 2009 às 5:47 am |
Jú, que lindo!!!
Imagino como foi especial pra vc escrever essa homenagem…agora vc pode imagianr como a ivy está? Ela deve tá chorando até agora!!!hehehehe
As palavras da Larissa foram muito sábias! Falou bonito!
Vc é uma pessoa especial e merece toda a felicidade do mundo….e com certeza rodeada de amigas assim como a doniha fica bem mais fácil ser feliz né!
Saiba que a amizade de vocês duas tem um Q de especial…pois vcs duas são muito especias!!
POde deixar que vou cuidar muito bem dela por aqui, Ok?
Te amo muito!!!
BEIJOS
fevereiro 5, 2009 às 4:52 am |
concordo com a kekinhaaaaaaaaaaaaaa!!!
vc eh mais que maraaaaaaaaaaaaaaa!!
fico muito feliz de ver que amizades verdadeiras existem!!
eu fico ateh relizada de participar dessa amizade!!
vcs sao muito especiais pra mimmmmmmmm!!
mil beijosss!!
abril 27, 2011 às 5:23 pm |
[...] PS3: leia mais sobre a Ivy aqui: http://juzinhasoli.wordpress.com/2009/02/01/mas-quem-cantava-chorouao-ver-seu-amigo-partir/ [...]